Archive for the ‘Urbanismo’ Category

Hoje é o dia nacional do Arquiteto e Urbanista, profissional indispensável para o planejamento das cidades, dos seus vazios, áreas verdes e das suas construções.

Em especial, deixo aqui a minha homenagem aos meus mestres e colegas da Residência AU+E, com os quais aprendi muito nestes últimos 14 meses.

Tivemos muitas dificuldades durante este percurso (que ainda estamos trilhando) de primeira turma de residentes mas graças ao comprometimento e dedicação de todos estamos colhendo bons resultados para a construção de cidades mais justas, com propostas que valorizam a troca de saberes e as necessiades da população.

Para mim isso sim é ser Arquiteto e Urbanista: trabalhar de maneira interdisciplinar participativamente para construir cidades melhores e mais justas! Parabéns!

A lenda do arquiteto

(Efrain Cordero)

Dizem que são seres mágicos, que podem construir casas, cidades e mundos de papel onde rapidamente se pode viver neles. 

Conta a lenda que não dormem, fazendo de sonhos realidade.

Que ninguém os vê trabalhando de dia, somente de noite, fabricando ideias com papeis para que na manhã seguinte estejam terminadas e durem pela vida inteira.

Dizem também que medem entre 1,50 e 1,90 de altura, mas que suas obras alcançam o céu.

Que podem respirar ideias e expelir realidades pela boca.

Que fabricam gigantes em escalas.

Tem o poder de converter papel em concreto, vidro ou metal.

Por isso pensam que são donos da pedra filosofal.

Mas isto é apenas uma lenda. Se alguém por ventura encontrar algum deles, recomenda-se segurar firme para que não escape, pois são seres mágicos, pouco vistos, e nem sempre reconhecidos.

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Acabei de assistir este vídeo de um grupo de amigos sobre Porto Alegre. Cansados de ver o abandono das obras na cidade, eles resolveram protestar de uma forma diferente.

Os amigos resolveram dançar em diversos pontos da cidade, mostrando a visão deles de como está Porto Alegre! Vale a pena conferir! Assistam!

Depois de assistir o vídeo entrei na página deles no face (un)happyporto e vi que a prefeitura resolveu publicar a “sua versão”, chamada de “Happy Porto”. Por um lado o vídeo da prefeitura mostra como os garotos foram felizes com o seu protesto, porque conseguiram chamar muita atenção. Por outro lado achei muito triste o vídeo da prefeitura. São três ou quarto pontos da cidade que se repetem ao longo do vídeo todo.

Enquanto o primeiro vídeo mostra diversos lugares com obras abandonadas e não finalizadas a prefeitura só tem 3 ou 4 pontos para mostrar. Acredito que todos nós preferíamos ver um vídeo resposta da prefeitura mostrando as obras em andamento, não?

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A prefeitura municipal de São Paulo tem doação permanente de mudas de árvores*, herbáceas** e arbustivas*** para os seus munícipes.

FB-CAMPANHA-DOACAO-MUDAS_vh

A doação é feita nos viveiros da prefeitura e nos parques municipais e mensalmente é publicado pelo Departamento de Parques e Áreas Verdes – DEPAVE  – uma relação do estoque de mudas disponíveis e dos Parques integrantes da campanha.  (Para ver esta lista, acesse o site: www.prefeitura.sp.gov.br/viveiros)

A prefeitura também oferece curso de jardinagem e de como se produzir uma horta. O primeiro tem por objetivo ensinar técnicas básicas de jardinagem e preservação do meio ambiente e o segundo tem por objetivo demonstrar procedimentos e técnicas de cultivo de hortaliças, visando melhor aproveitamento das áreas disponíveis para produção de legumes e verduras de boa qualidade.

Agora ninguém mais tem desculpa para não ter um jardim bem cuidado em casa!

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*Árvoreq: Plantaq lenhosaq de porte arbóreo mais de 4m de altura, dotada de um tronco principal definido e copa ramificada.

**Herbáceas: Plantas de caule macio, muitas vezes rasteiras.

***Arbustivas:Plantas lenhosas com ramificações desde a base do caule que pode atingir até 6 m de altura.

(Fonte: Site do DEPAVE)

                                                                                                                                                                                                             

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Qual a sua pegada ecológica? Quantos planetas terra são necessários para sustentar o seu estilo de vida?

planeta terra

Essas duas perguntas fizeram parte de uma sequência de três aulas que participei na residência AU + E, com o Prof. Dr. Emerson Andrade Sales.

Quero trazer este assunto aqui para o blog e pretendo nos próximos posts mostrar para vocês como isto tem tudo a ver com os projetos de arquitetura e paisagismo.

Para começar, que tal calcular a sua pegada ecológica? Existem vários sites que fazem este cálculo, vou listar dois deles para vocês aqui:

Sua pegada ecológica

Global Footprint Network

Para analizar o resultado, levem em consideração que a área disponível para cada pessoa do planeta é de 1,8 hectares. O teste do Global Footprint vai dar o resultado em quantidades de planetas que seriam necessários caso todas as pessoas do mundo tivessem o mesmo consumo que o seu  e a quantidade em hectares necessária para sustentar o seu estilo de vida.

Quando olhei o meu resultado (1,2 planetas ou 2 hectares) fiquei me perguntando o que eu posso fazer para melhorar isso.

Uma das providências eu já tinha tomado uma semana antes: comecei a levar o material reciclável aqui de casa para o posto de coleta da UFBA. A cidade onde moro (Camaçari) não tem coleta seletiva e sempre senti muito isso, porque quando eu morava em SP tudo ia para a reciclagem. Como vou todos os dias para a faculdade, levar o reciclável para lá foi a solução que encontrei.

E vocês, diante dos resultados dos testes, já pensaram como podem melhorar?

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Hoje de manhã fui surpreendida com uma notícia do jornal Folha de São Paulo: “De novo, cidade de São Paulo tenta despoluir rio Pinheiros”. (para ler a reportagem, clique aqui.)

Na hora me lembrei do projeto de despoluição feito pela cidade de Seul, na Coreia do Sul. A iniciativa foi do Sr. Lee Myung Bak, que era prefeito da cidade.

A cidade de Seul é a maior e mais importante cidade da Coreia do Sul, com mais de 10 milhões de habitantes na área urbana. O rio Cheonggyecheon tinha sido tapado e em cima dele foram construídas vias expressas para automóveis. A solução para a despoluição do rio foi além do tratamento de água, ela contou com um projeto de recuperação do ambiente da cidade. Foi necessário investir em transporte público de qualidade para diminuir a quantidade de veículos nas ruas. O tamponamento do rio foi arrancado e o processo de despoluição foi inciado.

Na margem do rio foi criado um parque linear, com cascatas, áreas para caminhadas, etc.

As interferências urbanísticas e as obras de melhoria ambiental fizeram a temperatura na área do rio cair em média 3,6°C em relação a outras regiões da cidade.

Na montagem abaixo podemos ver a mudança.

Quando leio a reportagem sobre mais um tentativa de despoluição do rio Pinheiros lembro do exemplo de Seul e penso: despoluir o rio não basta. Precisamos de governantes corajosos com bons projetos nas mãos. Precisamos conciliar o tratamento de água com infraestrutura urbana.

Para nós ainda é um sonho andar em um parque na beira do rio Pinheiros, despoluído. Para os Sul Coreanos caminhar pelo parque na beira do rio despoluído é realidade.

O repórter Carlos Tramontina fez uma série de reportagens sobre o assunto. Convido vocês a assistirem o video abaixo e verem a transformação feita em Seul.

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Como eu tinha colocado aqui no blog, participei de uma parte dos debates sobre “Sustentabilidade e Paisagismo em Salvador”, na UFBA.

Cada palestrante partiu do seu tema mas todos chegaram em um mesmo ponto: o desrespeito que está acontecendo na cidade como um todo, com a explosão imobiliária, o desmatamento e falta de cuidado dos órgãos fiscalizadores.

Um dos dados que me assustou muito foi saber que a Bahia (entre 2010 e 2011) é o  segundo estado na lista de desflorestamento no Brasil.

Vejam este trecho do “Bahia todo dia”: “Vinte e três municípios baianos figuram na lista dos 50 maiores devastadores de mata atlântica– bioma mais ameaçado do Brasil.”. (Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.)

São muitos os descasos do governo, como no caso das “lagoas aterradas” ou “poças de dengue”, como também é conhecido. Esse caso para mim é o cúmulo do desrespeito com o meio ambiente e com os cidadãos. O aterro de várias lagoas foi autorizado com a alegação que estariam servindo de local para a proliferação dos mosquitos da dengue!

Pesquisando um pouco mais sobre o assunto encontrei essas reportagens abaixo. Para ler, basta clicar no título:

“Prefeitura é multada em R$ 2,5 mi por obras no parque vale encantado”

“Lagoa continua sendo aterrada apesar do embargo”.

Apesar de tantos descasos com o meio ambiente, foi bom saber que o ministério público está investigando e que , se houver justiça, essas pessoas serão punidas.

Para quem quiser ficar por dentro desses e de outros assuntos relevantes sobre a cidade de Salvador, sugiro acessarem o blog do movimento “Desocupa Salvador” (http://movimentodesocupa.wordpress.com/).

“O Movimento DESOCUPA nasceu em janeiro de 2012, a partir da crescente insatisfação do povo de Salvador com os desmandos e desvarios da administração municipal, sobretudo no que diz respeito à venda da cidade aos interesses privados. O DESOCUPA não possui vinculação partidária nem apoios financeiros de nenhuma espécie. Sua força emerge diretamente da ação direta dos cidadãos soteropolitanos que se cansaram de sentir vergonha da cidade que amam.”. (fonte: http://movimentodesocupa.wordpress.com/historico/)

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Amanhã acontecerá na Faculdade de Arquitetura da UFBA (Universidade Federal da Bahia) debates e discussões sobre Paisagismo e Sustentabilidade em Salvador.

A abertura do evento será às 8:30 com uma mesa redonda intitulada “A permeabilidade em Salvador – um olhar a partir dos parques e das políticas públicas”.

O dia será repleto de palestras e pretendo assistir todas as que acontecerão no período da manhã. Vejam que interessantes os temas:

9:00 às 9:30 – Um zoom sobre áreas de ocorrência na cidade – Parques públicos (Arquiteta Maria Ângela Cardoso Dange)

9:30 às 10:00 – Gestão de parques urbanos (Leonardo Euler Santos)

10:30 às 11:00 – Um flash sobre a legislação de proteção ambiental – áreas verdes, parques e recursos hídricos urbanos (Arquiteta Prof.ª Solange S. Araújo)

11:00 às 11:30 – A questão ambiental: sustentabilidade e políticas públicas no Brasil – Eng. Rogério Horlle.

Espero em breve voltar com novidades sobre estas discussões levantadas pela Faculdade de Arquitetura da UFBA.

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