Posts Tagged ‘reflorestamento’

Especificar as espécies para um projeto de paisagismo é uma das partes que mais gosto do meu trabalho mas que demanda tempo, estudo e pesquisa.

Escolher as plantas dependem de vários fatores. Vocês sabem quais são eles?

 

Luminosidade, clima, adequabilidade ao projeto, necessidade de regas e tipo de solo são sempre os principais itens a serem ponderados.

Cada projeto tem as suas especificidades. O meu último projeto, por exemplo, foi para a ABENE (Associação Beneficente de moradores de nova esperança), através da Residência AU+E.  Uma das especificidades deste projeto de paisagismo era o fato da associação estar localizada dentro da APA (área de preservação ambiental) Joanes Ipitanga Neste caso, além dos fatores que eu listei alí em cima as espécies deveriam ser preferencialmente nativas ou exóticas de ocorrência na APA.

E onde encontrar todas estas informações?

Eu tenho sempre comigo alguns livros de paisagismo onde encontro a maior parte destas informações.

No caso do projeto para a ABENE foi mais difícil, porque a preferência era por espécies nativas da APA e muitas eu nunca tinha trabalhado ou não constavam dos livros que tenho. Durante o trabalho consultei muitos sites e a partir desta minha pesquisa eu criei uma lista com sites bem legais e cheios de informação.

Segue a minha listinha de sites para consulta de espécies:

http://florabrasiliensis.cria.org.br/

http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/umbuzeiro-simbolo-de-vida-e-resistencia/

http://www.umpedeque.com.br/bkp/site_umpedeque/

http://www.refloresta-bahia.org/br

http://www.arvores.brasil.nom.br/esq.htm

http://www.colecionandofrutas.org/

 

 

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Tiritiri Matangi

Tiritiri Matangi

A ideia de escrever sobre esta ilha surgiu na semana passada quando eu estava lendo um texto do mestrado.  Este semestre estou cursando a disciplina “áreas verdes urbanas”, da pós graduação da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Para vocês entenderem onde eu quero chegar, vou destacar aqui a parte do texto que me fez lembrar do projeto desta ilha:

“Em um Ecossistema, nenhum componente permanece inalterado. Todos os elementos encontram-se em alguma fase de algum ciclo. A isto chama-se dinâmica dos ecossistemas. Esta dinâmica é regida fundametalmente pela entrada e saída no sistema da energia solar. Nas cidades o homem interfere nesta dinâmica seja negativamente, quando provoca um desequilíbrio ecológico, seja positivamente, quando colabora com a natureza, acelerando processos naturais como, por exemplo, em uma estação de tratamento de esgotos. (…)

(…) a natureza, assim como os seres vivos, tem capacidade de absorver determinada carga de estresse, voltando após algum tempo a recuperar uma condição semelhante à original. A isto dá-se o nome de autoregeneração do ecossistema.

Em função disto pode-se dizer que todo ecossistema tem uma determinada capacidade de suporte, que é capacidade que o mesmo tem de aceitar interferências ou atividades antrópicas, sem alterações que comprometam sua capacidade de autoregeneração, sua capacidade de absorver impactos ambientais, ou ainda não altere suas qualidades estéticas ou paisagísticas, tornando-se incontrolável e/ou irreversivelmente degradado. (Carvalho 1989:7).” (Fonte: Base teórica sobre conforto ambiental construído e a qualidade do ambiente urbano. Maria Lúcia Araújo Mendes Carvalho. Setembro 1998).

No final de 2004 e começo de 2005 fiz intercâmbio na Nova Zelândia. Em uma das viagens com a família que me hospedou conheci a ilha de “Tiritiri Matangi”.

A ilha toda é muito bem sinalizada. Para fazer as trilhas não é necessário ter guia, basta seguir os mapas e a sinalização.

A destruição da fauna e da flora desta ilha começou no ano de 1840, quando 200 hectares foram arrendados e transformados em áreas de agricultura e pasto de bois e ovelhas. Esta exploração da ilha durou até 1970, quando o contrato foi encerrado e a ilha foi transformada em reserva.

Quando a ilha foi transformada em reserva 94% da sua mata nativa tinha sido destruída.

Em 1974 Dick Veitch, um oficial de conservação da fauna,  obteve permissão para liberar periquitos em Tiritiri Matangi. Esta iniciativa chamou à atenção de John Craig, então professor em Zoologia da Universidade de Auckland.

A partir daí, junto com mais dois estudantes universitários, é que se iniciaram os estudos científicos para a recuperação ambiental da ilha. O resultado do estudo dizia que a regeneração natural da ilha era improvável, já que a vegetação nativa tinha sido destruída.

Craig Mitchell foi a pioneira de um plano incomum e ousado: replantar a vegetação e transformar Tiritiri Matangi em um santuário de floresta seguro para aves ameaçadas de extinção e aberto ao público.

Entre 1984 e 1994 milhares de voluntários plantaram 280 mil árvores. O projeto foi inicialmente financiado pelo Fundo Mundial para a Vida Selvagem.

Foto: Ana Claudia Balani

Neste mapa é possível ver toda a área reflorestada

Foi construído um viveiro de plantas, utilizando sementes das próprias árvores de Tiritiri Matangi e ilhas próximas. O projeto de plantio foi feito pelo arquiteto paisagista Mike Cole. A partir do reflorestamento os animais começaram a voltar para a ilha e ela se tornou um santuário de vida selvagem. Uma das coisas que lembro bem de lá é a quantidade de pássaros que havia na ilha!

paisagistica.wordpress.com

Na ilha é possível caminhar pelo meio da vegetação e dos animais.

A informação que eu encontrei no site de Titiriti Matangi é que  60% da ilha foi reflorestada. O restante foi deixado aberto, porque algumas espécies de aves preferem terreno aberto ou margens da floresta. Ainda segundo eles, em nenhum outro lugar na Nova Zelândia você pode ver e caminhar facilmente entre tantas espécies raras.

Foto: Ana Claudia Balani

Durante todo o percurso é possível observar os pássaros. Este aqui ficou quietinho nos observando.

Hoje, quase dez anos depois da minha visita, fico pensando como incrivelmente linda deve estar a ilha. Naquela época dava para perceber que o porte das árvores ainda era pequeno.

Foto: Ana Claudia Balani

Como a ilha é aberta aos visitantes, é possível explorar cada cantilho dela, cada praia…

As paisagens são incríveis!

Voltando ao texto que citei no começo fico pensando sobre como o homem tem gasto a sua energia e o dinheiro hoje. Em grande parte do mundo as florestas estão desaparecendo, mas nesse pedacinho “do outro lado do mundo” tem gente reconstruindo!

Eu já escrevi anteriormente um post sobre a despoluição dos rios e agora, com mais esse exemplo, espero plantar uma sementinha dentro de cada um que está lendo. Espero que esta sementinha germine e que todos vocês possam fazer parte de uma grande rede de proteção da natureza. A natureza é poderosa, e enquanto restar um pouquinho de vida – mesmo que sejam 6% improváveis – ela pode se regenar.

(Fonte: http://www.tiritirimatangi.org.nz/history)

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